CAC (Customer Acquisition Cost): como um CRM ajuda a calcular o custo real de cada cliente
26 de janeiro de 2026
Leitura de 6 minutos
Dmytro Suslov

O custo de aquisição de clientes não é uma métrica teórica — ele responde à pergunta de quanto o crescimento do negócio realmente custa. Cálculos precisos, baseados em dados do CRM, mostram quais canais geram receita e quais apenas consomem o orçamento. O Uspacy ajuda a consolidar despesas, vendas e fontes de leads em uma única visão, para que o marketing gere lucro, e não apenas siga a intuição.
A maioria dos empreendedores começa sua análise com um cálculo simples: eles gastam R$ 1.000 em publicidade, conseguem 100 leads, então o custo por lead é R$ 10. Com base nisso, assumem que a campanha foi bem-sucedida e aumentam o orçamento.
O problema é que um lead ainda não é um cliente. De 100 solicitações, apenas uma parte se converte em vendas. Se apenas 5 pessoas compram, o Customer Acquisition Cost (CAC) real já é de R$ 200, isso antes mesmo de considerar salários, software e outras despesas.
Para evitar adivinhar a eficácia do seu marketing, você precisa de um sistema que enxergue toda a jornada: do clique no anúncio ao pagamento da fatura. É aí que entra um CRM com análises de ponta a ponta. Ele calcula automaticamente o CAC, considera o orçamento de publicidade, os custos de marketing, o esforço da equipe de vendas e mostra para onde o orçamento está realmente indo.
O que é CAC e por que sua fórmula simples часто dá uma visão distorcida
CAC — é o valor médio que uma empresa paga para adquirir um único novo cliente. Não se trata apenas dos custos de publicidade, mas de todo o conjunto de despesas associadas à atração e ao fechamento de um deal.
Uma distinção crítica: CPL (Cost Per Lead) mostra quanto custa um lead. CAC (Customer Acquisition Cost) mostra o custo real de um cliente que efetivamente paga. O erro de “confundir CPL com CAC” pode fazer o marketing parecer lucrativo, quando na realidade o negócio opera no prejuízo.
Uma fórmula clássica é a seguinte:
CAC = (Todos os custos de marketing + custos de vendas) / Número de novos clientes no período
Uma abordagem equivocada:
“Gastei R$ 100, consegui 50 leads. Custo por lead = R$ 2. Viva!”
A abordagem correta:
De 50 leads, apenas 1 cliente comprou. A fórmula real de CAC resulta em:
CAC = R$ 100 / 1 = R$ 100.
Se o produto custa R$ 50, o negócio já está em –R$ 50, mesmo antes de considerar impostos, logística, suporte e outras despesas.
Outro problema típico são os cálculos manuais no Excel. As pessoas incluem o orçamento de publicidade, mas esquecem:
- salários da equipe de marketing e vendas;
- assinaturas de serviços de e-mail, CRM e sistemas de telefonia;
- criação de peças criativas, sessões de fotos e contratação de prestadores de serviço.
Como resultado, a fórmula de CAC mente, porque simplesmente deixa de fora parte dos custos.
Um CRM com analytics resolve isso de forma sistemática. No Uspacy, por exemplo, você registra a fonte de cada lead e todos os deals e, na seção “Analytics” ou no construtor de relatórios, consolida tudo em um único relatório: quantos leads e vendas cada canal gerou. Os custos de marketing e vendas são adicionados separadamente — por meio de campos nos cards, objetos inteligentes ou relatórios financeiros externos — e, a partir daí, fica fácil calcular o CAC por canal com base em deals reais, e não em um conjunto de suposições.
Como configurar a coleta de dados no CRM para um cálculo preciso
Para fazer com que a analytics do CRM mostre um CAC preciso, não basta apenas adicionar clientes e deals. É necessário um setup de coleta de dados bem planejado; caso contrário, mesmo o dashboard mais bonito vai mostrar fantasias em vez de um retrato real do seu negócio.
A seguir, estão os elementos-chave do setup sem os quais calcular com precisão o custo de aquisição de clientes se torna uma loteria.
- Tags de origem (UTM). Cada clique em anúncio deve conter tags UTM: canal, campanha, anúncio. O CRM lê essas tags e vincula o deal à sua fonte. Dessa forma, o sistema calcula o CAC separadamente para Google, Instagram, Email, indicações e outros canais, em vez de fazer uma média de tudo em um único número.
- Esquema unificado para registro de fontes no CRM. É importante que a equipe utilize um diretório consistente de fontes e campanhas. Caso contrário, seu relatório pode mostrar “Google”, “Google Ads”, “Busca” e “Publicidade” como quatro fontes distintas, perdendo o significado do cálculo de CAC por canal.
- Acompanhamento de custos de publicidade. Mesmo que as contas de anúncio ainda não estejam conectadas diretamente, vale a pena configurar uma estrutura simples no CRM — por exemplo, um objeto inteligente “Despesas com publicidade” com campos como “canal”, “período”, “campanha” e “valor”. Orçamentos do Google, Meta, TikTok etc. são então alinhados aos deals e facilmente puxados para relatórios e para a fórmula de CAC. Quando integrações com contas de anúncio estiverem disponíveis, esses campos são preenchidos automaticamente, sem necessidade de digitação manual.
- Consideração de custos indiretos. No CRM, você deve criar itens separados: aluguel, softwares, bônus da equipe de vendas, prestadores de marketing fixos. Esses custos podem ser alocados proporcionalmente entre canais ou clientes nos relatórios, fornecendo um “CAC completo” em vez de apenas o “CAC de anúncios”.
- Regras unificadas para gestão de deals. Se os gerentes criam deals de forma diferente, deixam de completar alguns leads ou “esquecem” de fechar deals perdidos, a analytics fica distorcida. É necessário um processo claro: quando um deal é criado, em qual estágio ele conta como ganho e como as rejeições são registradas.
Quando todos esses blocos estão integrados ao CRM, a analytics deixa de ser apenas um termo da moda e se torna uma ferramenta funcional: você consegue ver quanto cada cliente custa por canal e quais despesas estão realmente elevando o CAC.
LTV/CAC: A regra de ouro da viabilidade do negócio
Por si só, o CAC diz muito pouco. O que importa é compará-lo com quanto de receita um cliente gera ao longo de todo o relacionamento — o LTV (Lifetime Value). É aí que entra a métrica-chave de SaaS: LTV/CAC.
A regra básica da unit economics: o LTV deve ser três vezes maior que o CAC, ou seja, LTV/CAC ≈ 3:1. Isso garante que o negócio tenha uma margem para cobrir despesas operacionais, escalar e investir no crescimento.
Sinais de alerta nas proporções LTV/CAC:
- 1:1 — você está no ponto de equilíbrio ou perdendo dinheiro. Toda a receita vai para a aquisição, e o negócio caminha para a falência.
- 2:1 — parece positivo, mas a margem é pequena. Qualquer aumento nos custos de marketing ou queda na conversão pode comprometer o modelo.
- 3:1 — proporção saudável. O marketing compensa, a unit economics está equilibrada e a escalabilidade é viável.
- 4:1 — modelo eficiente, mas o ritmo de crescimento pode precisar de atenção. Pode ser prudente aumentar o orçamento e conquistar mais participação de mercado.
- 5:1 ou mais — parece excelente, mas indica que o negócio está subinvestindo em marketing e perdendo receita potencial.
É por isso que é crucial calcular o CAC e o LTV não “na cabeça”, mas em um CRM. O Uspacy permite vincular compras recorrentes a clientes individuais e visualizar o LTV/CAC por segmento, linha de produto e canal, em vez de fazer uma média de todas as vendas de uma vez.
Como reduzir o CAC usando analytics de CRM
Uma vez que a fórmula de CAC e a coleta de dados estejam corretamente configuradas, surge a questão-chave: como reduzir o CAC sem prejudicar o volume de vendas. É aqui que a analytics do CRM se torna um painel de controle para o seu orçamento de marketing.
Em vez de uma abordagem genérica de “cortar custos”, você pode otimizar canais, estágios do funil e a gestão da base de clientes com precisão.
- Eliminação de canais ineficientes. Um relatório do CRM mostra: o TikTok gera leads baratos, a R$ 2 cada, mas apenas alguns se convertem, elevando o CAC para R$ 50. O Google Ads gera leads a R$ 10, mas com alta conversão, CAC = R$ 15. Do ponto de vista do ROI de marketing, o TikTok queima o orçamento enquanto o Google gera receita. A solução é clara — desligar ou reestruturar radicalmente canais com baixo desempenho.
- Recuperação de carrinhos abandonados e deals incompletos. Lembretes automáticos, e-mails promocionais e chamadas acionadas pelo CRM trazem de volta alguns clientes sem gasto extra em anúncios. Cada deal “recuperado” reduz o CAC médio, pois você não pagou por um novo clique ou impressão.
- Reativação da base de clientes existente. Vender para um cliente ativo ou inativo é sempre mais barato do que adquirir um novo. Campanhas segmentadas, ofertas personalizadas, upsells e cross-sells via CRM aumentam o LTV sem aumentar o CAC. A lógica é simples: mais lucro do mesmo cliente → melhor LTV/CAC.
- Otimização do funil. A analytics do CRM destaca onde os leads abandonam — primeira ligação, proposta enviada, negociação de contrato. Otimize scripts, SLAs para gerentes e tempos de resposta — a conversão melhora. A entrada de leads permanece a mesma, mas mais clientes convertem — o CAC cai.
- Automatização do nurturing e gestão de leads. Sequências de e-mails, lembretes para gerentes, chatbots e tarefas automáticas — tudo pode ser configurado no Uspacy como workflows no-code. Menos perdas por erro humano, mais leads convertidos em deals — menor custo de aquisição de clientes com o mesmo investimento.
No final, a otimização do orçamento de publicidade deixa de ser um palpite sobre “o que parece funcionar e o que não funciona”. Um CRM com analytics mostra exatamente onde o dinheiro está sendo perdido e quais ações realmente reduzem o CAC.
Conclusão
O CAC é o preço que um negócio paga pelo crescimento. Ignorá-lo é como dirigir na estrada com o painel coberto: tudo pode parecer bem por um tempo, mas o momento em que dói é inevitável.
Quando você separa o custo de um lead do custo de um cliente, inclui todas as despesas e compara com o valor do cliente ao longo do tempo (LTV), a visão muda dramaticamente. Alguns dos seus canais “favoritos” acabam sendo peso morto, enquanto fontes discretas, mas consistentes, se revelam como os principais motores de crescimento.
Um CRM como o Uspacy ajuda a manter leads, deals, fontes e valores organizados, de modo que os cálculos do custo de aquisição de clientes (CAC) se baseiem em um único banco de dados, em vez de arquivos espalhados. Com essa base, fica muito mais fácil calcular o CAC e outras métricas-chave mensalmente, testar hipóteses de canais e ajustar o orçamento conforme necessário.
Experimente o Uspacy como um workspace único para gestão de dados e cálculo de CAC — um primeiro passo realista do “marketing intuitivo” para decisões baseadas em números reais.
Atualizado: 26 de janeiro de 2026


